"Quanto custa um gestor de tráfego?" é a primeira pergunta de quase todo mundo que pensa em contratar. E a resposta honesta é: depende do modelo de cobrança, da experiência de quem opera e da complexidade do seu negócio. Este guia mostra os modelos de cobrança que existem no mercado, o que um trabalho sério de gestão precisa incluir e o que cobrar de quem você contratar.

Resumo executivo

O valor da gestão de tráfego varia com o modelo de cobrança, a experiência de quem opera, o número de plataformas e a complexidade da operação. A verba de anúncio (Google, Meta) é separada do fee e sai direto do cliente para as plataformas. Antes de olhar o número da proposta, entenda o que precisa estar incluso no trabalho: é o escopo que define se ela faz sentido.

Os modelos de cobrança

  • Fee fixo mensal: valor combinado por mês pela gestão. O mais comum e previsível.
  • Fee + verba separada: você paga o fee da gestão e, à parte, abastece a verba de anúncio direto na plataforma. Modelo transparente.
  • Percentual da verba: a gestão cobra um percentual do que é investido em mídia. Faz sentido em operações de verba alta.
  • Por projeto: escopo fechado (uma campanha, um lançamento). Menos comum para operação contínua.

O que um bom trabalho de gestão precisa incluir

Mais útil do que perguntar o preço é perguntar o que vem dentro dele. O valor exato de cada proposta depende de quantos canais, qual o tamanho da verba e quão complexo é o funil, mas um trabalho sério de gestão de tráfego inclui, no mínimo:

  • Diagnóstico do histórico da conta: antes de criar campanha nova, entender o que já foi feito, o que funcionou e o que queimou verba.
  • Estrutura de campanha por objetivo: segmentação, criativos e páginas de destino pensados pro seu funil, não estrutura copiada de outro cliente.
  • Rastreamento configurado: eventos de conversão medindo o que importa (lead, conversa, venda), não só clique.
  • Otimização contínua: rotina definida de trabalho dentro das contas, não campanha ligada e abandonada.
  • Relatório que você entende: quanto entrou, quanto saiu, o que foi feito e o que vem no próximo ciclo.
  • Contas no nome da sua empresa: o histórico e os acessos pertencem a você, inclusive se a parceria terminar.
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Fee e verba são coisas separadas (e isso importa)

Um erro comum de quem está começando é confundir o fee da gestão com a verba de anúncio. São coisas diferentes:

  • Fee da gestão: o que você paga a quem opera as campanhas. Sai por boleto ou Pix para o gestor ou agência.
  • Verba de anúncio: o dinheiro que vai para o Google e a Meta. O ideal é que saia direto do seu cartão para a plataforma, e o gestor não toca nesse dinheiro.

Esse modelo, com verba no seu cartão e fee separado, é o mais transparente. Você vê exatamente quanto vai para anúncio e quanto para a operação.

O que cobrar de quem você contratar

O fee, sozinho, não diz nada sobre a qualidade do trabalho. Quem diz é o escopo: o que será feito, com qual rotina, com qual nível de acesso e com qual transparência. Diante de uma proposta, pergunte:

  • O que exatamente está incluso? Quais plataformas, quantas campanhas, qual rotina de otimização?
  • As contas de anúncio ficam no nome da minha empresa?
  • Como o resultado será medido e apresentado, e com qual frequência?
  • Quem opera a conta no dia a dia: a pessoa que vendeu ou alguém com quem eu nunca vou falar?
  • O que acontece se eu quiser encerrar? Histórico e acessos ficam comigo?

Os riscos de contratar sem critério

Quando a decisão olha só o número da mensalidade e ignora o escopo, os problemas clássicos aparecem:

  • Gestor aprendendo no seu dinheiro, queimando verba enquanto erra.
  • Freelancer que atrasa relatório ou some no meio do mês.
  • Falta de método, sem otimização nem leitura de número.
  • Sem continuidade, e tráfego pago depende de continuidade para performar.

O critério que protege é sempre o mesmo: escopo claro, contas no seu nome e resultado defensável em planilha.

Conclusão

O valor da gestão de tráfego depende do modelo de cobrança, de quem opera e da complexidade da operação, com a verba de anúncio sempre separada do fee. Mais importante do que o número é o que ele cobre: escopo claro, contas no seu nome, rotina de otimização e relatório que você entende.

Quer saber quanto custaria no seu caso, entre fee e verba? Essa conta a gente faz junto com você, olhando o seu negócio. Fale com a SI no WhatsApp ou peça uma proposta de gestão de tráfego com escopo claro. Conversa primeiro, decisão depois.

Escrito por Vinicius Baccin, fundador da SI Digital. Gestor de tráfego desde 2017, opera campanhas de Google Ads, Meta Ads e outras plataformas todos os dias úteis pra empresas de todo o Brasil, com atendimento em Chapecó e região. LinkedIn